domingo, 19 de outubro de 2014

Papiros e Pergaminhos

 A palavra papel é originária do latim "papyrus". nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.000 a.C.
      A medula dos seus caules era empregue, como já foi referido, pelos egípcios, há 3.000 anos antes de Cristo.
       O papiro é uma planta aquática, cujo talo era cortado na parte interior onde se encontravam as fibras muito resistentes e flexíveis e que unidas em lâminas, serviam de superfície própria para escrever.
      Esta planta era encontrada às margens do rio Nilo, no Egipto,  e representou para os egípcios o suporte da escrita hieroglífica, veículo de transmissão do conhecimento e da sensibilidade do homem da época.

Planta do papiro

     O papiro atravessou séculos, levando a cultura do Egipto a outros povos, copiada até pelos gregos e romanos, que escreviam em rolos de papiro; por isso permitiu não só a preservação da memória cultural, mas serviu também de testemunho da história dos materiais usados pelo homem.
Papiro
 Fragmento de um rolo de pergaminho dos Manuscritos do Mar Morto
     O pergaminho era muito mais resistente do que o papiro, pois era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca e tinham um custo muito elevado.
     Diante da escassez e do alto custo do papiro, os Pergamenos, em Pérgamo, na Ásia Menor, passaram a substitui-lo pelo velino e pelo pergaminho.    O velino era a pele de animais (não nascidos, como os fetos, ou os muito jovens), e que recebiam um tratamento específico de raspagem, banhos de soda e secagem em bastidores, o que lhes conferiam propriedade alcalina de boa durabilidade, características para torná-los flexíveis e apropriados para a escrita.
     Graças a estes suportes, a história dos povos pôde ser conservada, estudada, pesquisada, resgatada e difundida no mundo inteiro.



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